Encarar dificuldades é uma situação comum no dia de um deficiente.

Apesar do Brasil contar com 45,6 milhões de pessoas com deficiência, que significa praticamente 24% da população.

Ainda encontramos resistências, preconceito e ignorância.

Por outro lado, mesmo com turbulências nas tramitações políticas, o espaço e a defesa do direito das pessoas com deficiência estão sendo defendidos.

Isso é demonstrado pelo deputado federal Felipe Rigoni, o primeiro membro do congresso nacional brasileiro cego.

Assim, neste artigo iremos abordar algumas situações no dia de um deficiente.

Mobilidade Pública

O transporte público para pessoas com deficiência ainda é umas das principais dificuldades enfrentadas.

Encaram a falta de paciência das pessoas, como também as situações precárias que a maioria das cidades se encontram.

Porém, uma notícia aqui é boa, as avaliações de linhas de metrô e trem em grandes cidades são boas, tornada-as mais acessíveis.

Enquanto, as avaliações de transportes de rua, como ônibus e vans, estão ruins., segundo a publicação desta revista.

Mesmo que hoje em dia, grande parte das cidades já tenham em suas frotas, lugares especiais, adaptáveis e reservados.

Não são todos o ônibus que possuem essa acessibilidade, como também os funcionários, precisam de maior capacitação técnica e humana.

Do outro lado, estão os passageiros, que devido a diversos fatores, olham e se estressam com toda a situação.

Vale ressaltar, que mesmo antes de se movimentar com por meio de transporte público, as cidades em suas vias públicas, não apresentam facilidades.

Como, por exemplo o piso tátil, que serve para orientar as pessoas que têm baixa ou nenhuma visão.

Ambientes Comerciais

Além dos espaços públicos apresentarem dificuldades no dia de um deficiente, em locais comerciais, também possui falta de acessibilidade.

Lugares como restaurantes, bares e até hotéis, ainda não estão totalmente preparados para receber corretamente pessoas com deficiência.

Seus espaços físicos, tem falta de rampas, pouco espaço para a movimentação entre as cadeiras, e inclusive a ausência de banheiros adaptados para cadeirantes.

Para diminuir a dificuldade no dia de um deficiente, surgiu um app, chamado WheelMap.

Nele é indicado lugares mais acessíveis ou lugares menos acessíveis, vale a pena dar uma olhada, pois, ele depende das pessoas ajudarem a melhoria dele.

Como um app, colaborativo precisa das pessoas sempre atualizando.

Residências não adaptadas

Não é apenas nas ruas que as  dificuldades no dia de um deficiente são encontradas.

Dentro de casa a construção ou arquitetura apresenta limitações e obstáculos como, por exemplo, as escadas.

Muitas casas são feitas e desconsideram totalmente a acessibilidade, e ela pode ser feita em detalhes.

Onde existem desníveis, fazer adaptações com rampas, quando for instalar as tomadas considerar colocar elas em uma altura de 60 a 75 cm do chão.

Investir em barras de apoio para transferência no banheiro, e sempre deixar um banquinho dentro do banheiro.

E sempre estar atento em deixar qualquer coisa onde a pessoa possa pegar com mãos diminuindo assim, pequenas dificuldades no dia de uma deficiente.

Mercado de Trabalho

Foi falado bastante sobre mobilidade no dia de um deficiente, mas outro ponto importante para se dar atenção é o mercado de trabalho.

Mesmo tendo como respaldo da LEI8.213 de 1991, além do mercado demonstrar preconceito e barreiras, hoje se discute a viabilidade da lei.

As empresas possuem um RH obsoleto que não sabem lidar e nem serem inclusivos com pessoas com deficiência.

Os gestores não são treinados para lidar com as diferenças e nem tirar todo o potencial de uma equipe diversificada.

Por outro lado, mesmo existindo a falta de oportunidades, existem órgãos, instituições e pessoas, empenhadas em fazerem a diferença para uma maior inclusão.

O Ministério Público do Trabalho se manifestou contrário ao projeto de lei que visa acabar com as cotas para pessoas com deficiência.

E segundo uma pesquisa feita pela Catho, uma empresa de classificados de emprego, a abertura de vagas para pessoas com deficiência aumentou em 27% neste ano.

Assim, mostrando que cada vez mais barreiras estão sendo quebradas deixando claro que a pessoa com deficiência tem capacidade para continuar no mercado de trabalho.

A Ignorância e o Preconceito

Mesmo que saibamos todos esses detalhes, o dia de um deficiente é marcado pela falta de empatia das pessoas.

Por essa razão, leis, órgãos e pessoas aparecem em defesa e na garantia de direitos.

Com a visão carregada de crenças, as pessoas caem no descuido de julgar e considerar pessoas com deficiências inválidas.

Dessa forma, acabam por isolar socialmente e em casos extremos cometer atos de repressão, como bullying e agressões.

Por outro lado, hoje em dia já se sabe, que grande parte desse preconceito surge pela ignorância e falta de empatia.

+ Veja também: A importância do Braille no dia-dia: Como criar um ambiente acessível?

Pessoas que tem mais contatos com pessoas com deficiência, tendem a ter uma visão mais inclusiva do que pessoas que não tem contato com pessoas com deficiência.

Isto demonstra, que além das políticas inclusivas como cotas, uma outra forma de acabar com esse preconceito é conscientizar mais a população e sensibilizar.

Retomando a dignidade da pessoa com deficiência dentro do mercado de trabalho e mostrando que a diversidade pode inovar e criar um país melhor.

No dia a dia de um deficiente é possível ver diversas dificuldade, você já vivenciou alguma? Compartilhe com a gente sua experiência.