A Constituição brasileira garante o direito de inclusão a todas as pessoas, incluindo pessoas com deficiência.

Refletir sobre como esse processo se dá em sociedade tem sido mais recorrente nas últimas décadas, e fim de transformarmos a sociedade a partir de mudança de comportamentos.

Elas não ocorrem de uma hora para outra, e nem sempre as mudanças em leis (locais adaptados) e a reflexão sobre o tema, são suficientes para garantir essa mudança de paradigmas que vão se refletir na mudança de comportamento social.

Levar essa reflexão à infância é um exercício enriquecedor e potente para fortalecer a educação inclusiva. É na infância que o lúdico, a capacidade de imaginação e a sensorialidade são mais trabalhadas na educação. 

Esse processo insere os pequenos ao exercício da empatia, garantindo que desde pequenos, as pessoas com deficiência possam estar em um local de respeito, compreensão e inclusão

Diversos livros para o público infantil tem abordado esse tema e eles são instrumentos muito valiosos nesse processo.

Selecionamos cinco obras que podem ser levadas à infância de modo a promover a inclusão social.

“Sonhos do dia”, de Cláudia Werneck

A nossa heroína na obra de Cláudia Werneck é uma sonhadora que pode tudo enquanto está dormindo. No entanto, durante o dia, ela se depara novamente com diversas limitações que encontra ao seu redor. A fim de transformar essa realidade, ela pede aos seus heróis, heroínas e outros seres que habitam seus sonhos, que seja revelado o segredo de como fazer os seus sonhos estarem presentes durante o dia.

O livro publicado pela editora Wva possui nove formatos, entre eles versão em braile, em áudio, em DVD com áudio descrição e trilha sonora. Atende necessidades variadas de acordo com o tipo de deficiência, promovendo experiências diferentes de acordo com quem entra em contato com a obra.

“Daniel no mundo do silêncio”, de Walcyr Carrasco (texto) e Cris Eich (ilustrações)

Aos 7 anos, Daniel perde a audição. A partir desse momento ele começa a encontrar outra maneira de se comunicar e passa a fazer isso com as mãos. A família que o apoia, decide matricular o garoto em uma escola de LIBRAS e Daniel passa a frequentar a escola comum e a especial simultaneamente. Bullying, solidariedade e aprendizado são alguns dos temas abordados por Walcyr Carrasco  e Cris Eich nessa obra publicada pela editora Ática.

“Uma nova amiga”, de Lia Crespo

A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência publicou esse livro que narra a história de João, um menino cheio de imaginação que tem o hábito de conversar com seus brinquedos.

No entanto, o garoto é exposto a uma nova realidade. Nesse momento, diversos personagens surgem para apoiá-lo e ajudá-lo a lidar com os novos desafios que passa a enfrentar.

O apoio familiar, dos professores e dos amigos é um dos temas de importância nessa aventura criada por Lia Crespo.

O livro que fala sobre coragem, lealdade e amizade foi lançado em 2017 no Memorial de Inclusão em São Paulo e as ilustrações são de Cisko Diz.

 

+ Veja também: Cão Guia: Como ele pode ajudar o dia a dia de um deficiente visual?

 

“As cores no mundo de Lúcia”, de Jorge Fernando dos Santos

Lúcia é uma garota que adora brincar. Ela não pode enxergar, mas percebe cores a sua volta. Isso acontece porque, esperta como ela é, passa a utilizar outros sentidos como a audição, o olfato, o paladar e o tato, deixando-os aguçados a fim de superar as dificuldades da deficiência visual.

Jorge Fernando dos Santos não batizou a garota de Lúcia a toa. A menina que tem sete ou oito anos, tem no nome o feminino de Lúcio, do latim Lucius que significa Lux, ou Luz.

Luz é o que Lúcia nos traz, ensinando os leitores a perceber como a vida pode ser divertida.

Denise Nascimento é a responsável pelas ilustrações da obra que instiga os leitores a superarem preconceitos e perceber a beleza de viver.

“Serei sereia”, de Kely de Castro

Inaê é  uma menina que não pode andar e sua história é contada pela bonequeira Kelly Castro que a criou. A história da sereia mescla-se a dela conferindo outras referências a essa limitação de Inaê.

Mas as aventuras de se viver não são nada limitadas. Pelo contrário. Tristezas e alegrias em meio aos obstáculos que Inaê enfrenta, são alguns dos ingredientes presentes na obra.

 

 

 

Resumo

No desafio de promover a inclusão, a abordagem através de livros na infância é muito válida, visto que ressalta a importância desse tema ampliando os sentidos, criando e ressignificando potenciais simbólicos.

Isso acaba sendo importante não só para a pessoa com deficiência, mas para a sociedade como um todo, pois ensina a refletir sobre esse processo muito cedo, evitando outros desafios futuros no campo do respeito e entendimento de como se dá a inclusão social.

Aproveite a dica de livros e inclua-os na biblioteca de seu filho ou filha.