Viver com algum tipo de deficiência pode tornar algumas tarefas um tanto complicadas. A vida de muitos deficientes poderia ser facilitada com o auxílio de recursos para tais necessidades específicas. 

A acessibilidade é o que faz pessoas com deficiência viverem de maneira igualitária comparada a uma pessoa sem deficiência. 

Os deficientes visuais, por exemplo, ainda são bastante limitados em tarefas simples por não existir em todos os ambientes possíveis produtos que tenham recursos em braille.

 

Deficiência visual no Brasil

Na população nacional, 23,9% (45,6 milhões de brasileiros) consideram ter algum tipo de deficiência. Entre as deficiências declaradas, a mais citada foi a deficiência visual, que atingiu 3,5% da população. 

Em seguida, ficaram problemas motores (2,3%), os problemas intelectuais (1,4%) e deficiências auditivas (1,1%). 

Segundo dados do IBGE, em 2010, das mais de 6,5 milhões da população com alguma deficiência visual: 528.624 dessas são incapazes de enxergar por completo, enquanto 6.056.654 pessoas possuem uma baixa visão ou visão subnormal (grande e permanente dificuldade de enxergar); 

Os outros 29 milhões da população declararam possuir alguma dificuldade permanente para enxergar, ainda que usando óculos ou lentes de contato. 

Isso mostra que boa parte da população brasileira necessita do braille para conseguir viver uma vida comum, sem dependências. 

 

Braile na sociedade

O Braille vem tendo avanços ao longo dos anos, mas ainda precisa se expandir. Desde locais privados a locais públicos, ainda existe a ausência desses recursos para proporcionar o conforto e a independência dos deficientes visuais. 

Em 2019, as escolas públicas do ensino fundamental vão receber pela primeira vez livros com recurso ao braile, ou seja, estão transcritos tanto em braille quanto em tinta, facilitando que os responsáveis e até mesmo os docentes que não dominam o sistema tenham a possibilidade de ler. 

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É também a primeira vez que tais livros são distribuídos no início do ano junto com os demais. De acordo com a ONCB, antes, os docentes recebiam os livros em tinta e selecionavam aqueles que seriam transcritos em braille. 

Isso atrasa todo o processo da entrega desses livros. Além disso, os estudantes cegos acabavam ficando meses sem possuir o material didático. 

A expectativa é que os livros em braile já entrem nos próximos editais publicados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para corresponder com mais celeridade também os estudantes do ensino médio. 

 

Quais adaptações que devem ser feitas?

Além de todo esse processo nas escolas em relação aos materiais, é necessária adaptações específicas para outros locais públicos, como por exemplo:

  • Em locais onde se tem uma grande circulação de pessoas, o certo é que seja instalado um piso tátil, criando rotas que direcionam as pessoas a diversas áreas, com saídas e outros setores;

 

  • Necessário também retirar todo e qualquer obstáculo situado nas áreas de circulação. Tenha atenção no caso de obstáculos que possam influenciar nas mudanças de rotas dos deficientes. Exemplo: bancos de concreto ou pilastras.

 

  • Nos elevadores, todos os comandos devem conter informação em braille. Além disso, a partir do segundo andar, o elevador tem que apresentar comunicação por áudio. 

 

  • Em ambientes destinados a educação, como as escolas e faculdades, os materiais devem ser disponibilizados também em braile, para leitura das pessoas com deficiência visual, e em formatos de áudio;

 

  • Os sinais de luz que existem em locais públicos devem, obrigatoriamente, conter sinais de som. É o caso dos semáforos sonoros que precisam ser instalados nos cruzamentos. 

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Produtos com o recurso do Braile 

Sabendo da importância do braille é necessário também entender quais produtos possuem esse recurso e como eles podem auxiliar na rotina de uma pessoa com deficiência visual.

Um dos produtos com braile são os brinquedos: Dominós, bingos, cartões de natal e outros produtos do gênero são bastante importante para a inclusão de deficientes visuais, principalmente as crianças. 

Os livros e histórias em quadrinhos também são outras alternativas para o lazer dos deficientes visuais, pois são também importantes meios de transmissão cultural, não podendo deixar de fazer parte da vida de nenhum cidadão. 

Também existem as máquinas Braille Perkins, que são semelhantes a uma máquina de escrever. Há também o Soroban, que serve para ensinar matemática, há também o Reglete, que serve para escrever em Braille. 

Além desses produtos que auxiliam bastante a vida do deficiente visual existem também as placas em braile, que por mais simples que sejam, não são instaladas em todos os ambientes possíveis. 

As placas em braile nas portas de banheiro, restaurantes ou até no corrimão de escadas, auxiliam para localizar o deficiente visual, evitando constrangimentos e transtornos.

Esses produtos são alguns dos diversos que já existem no mercado e são essenciais para garantir a acessibilidade do deficiente visual. 

Com esses produtos citados, muitas barreiras encontradas na rotina das pessoas com essa deficiência podem ser excluídas de vez, fazendo com que elas possam viver uma vida comum sem depender de outras pessoas para resolver suas pendências.