Ao redor do mundo, diversas raças de cachorros são usadas para que possam ser treinadas como cão guia.

Assim ele tem um papel de acompanhante para que possam ajudar o deficiente visual ter mais liberdade durante o seu dia.

Desse modo, os cães mais utilizados no Brasil são o Labrador e o Golden Retriever.

Principalmente pelas suas características de docilidade e empatia com o ser humano.

Desde 2005 foi aprovado pelo senado brasileiro uma Lei que regulamenta a utilização de cães guias.

Dessa forma, todos os deficientes visuais que tiverem cães guias são asseguradas de poderem entrar em locais públicos e privados.

No artigo de hoje iremos mostrar como um cão guia pode ajudar o dia a dia de uma pessoa com deficiência visual.

Origens dos Cães Guias

Há muito tempo existe a relação entre o cão e o cachorro, que através de uma convivência ambos os lados saem ganhando.

De um lado o cão consegue ter a garantia de alimento, enquanto o ser humano tem a companhia e a ajuda em algumas tarefas diárias, como ordenhar os animais.

Mas, com o passar dos anos essa relação foi se modificando quando mais o ser humano se desenvolvia tecnologicamente.

Dessa forma, por volta de 1780 em um hospital em Paris chamado Lés Quinze-Vingts, se iniciou a fazer testes para treinar cachorros de uma maneira sistemática, para guiar pessoas com deficiência visual.

Desta época em diante, em diversos lugares da Europa surgiram tentativas de adestrar cães.

Assim, atualmente, apesar de ainda ter poucas pessoas no Brasil que possuem um cão guia — cerca de 200 animais em serviço — há diversas vantagens em se ter um.

As Vantagens de um Cão Guia

O cão guia facilita, traz segurança e liberdade no dia a dia de uma pessoa com deficiência visual.

Todos os riscos envolvidos com a bengala, com o cão guia são reduzidas como, por exemplo, o risco de bater a cabeça em objetivos no alto.

Pois, a bengala consegue identificar apenas o que está no raio de seu toque.

Dessa forma, o cão guia identifica portas, escadas, elevadores, como também o melhor caminho para seguir.

Quando houver obstáculos ou pessoas ele irá desviar sem que a pessoa com deficiência visual precise entrar em contato, o que não é o caso quando se usa uma bengala.

Por outro lado, podemos também nos questionar como fica a questão emocional em momentos de risco.

Assim, para que os cães estejam ali é realizado um treinamento rigoroso.

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O treinamento do cão guia, é um treinamento de alta complexidade, que começa quando o cachorro completa 80 dias de vida.

O treinamento normalmente dura entre um ano e meio a dois anos, onde o cão passa por diversas fases.

Somando-se a isso, nem todo o cão consegue se adequar ao treinamento e chegar até o fim.

Dessa forma, é assegurado que o cão consiga reagir às diversas situações, inclusive aquelas de maior risco ao deficiente visual.

Mas nem tudo são mares de rosa, no Brasil ainda há relação baixa entre a quantidade de pessoas com deficiência visual que chega a 6,5 milhões de pessoas em contraste com a realidade já citada acima de 200 cães em serviço.

O Cão Guia no Brasil

A realidade brasileira ainda enfrenta grandes obstáculos para que o uso do cão guia seja popularizado.

Umas das razões principais é financeira, pois, como observado o treinamento do cachorro leva tempo e uma capacitação rigorosa, tendo riscos até de desclassificação.

Então, o preço a ser pago para ter um cão guia está entre 30 mil a 75 mil reais, sem apoios muitos apoios financeiros governamentais, a população geral no Brasil, não tem acesso a essa facilidade.

Além do valor financeiro, outro ponto que se destaca é falta de famílias para que o cachorro tenha uma melhor socialização.

Essa socialização ajuda o cachorro a se adaptar em diferentes ambientes onde há humanos.

E é de extrema importância para que o cão guia consiga aprender mais sobre as dinâmicas da sociedade e de como se comporta um ser humano.

Assim, grandes filos de espera são geradas nos Institutos que não conseguem prover o que as pessoas precisam.

Porém, nem tudo está perdido, em 2017 uma empresa brasileira desenvolveu uma solução tecnológica para resolver esse problema.

Conheça Lysa

Lysa é um cão guia robô, que surgiu no Espírito Santo em uma sala de aula de Robótica de uma escola pública.

A fundadora da empresa, Neide, querendo passar algumas situações de robótica na sala de aula, com os alunos desenvolveram a ideia.

O robô possui diferentes sensores em sua estrutura, nas laterais na frente e em cima.

Esses sensores servem para identificar obstáculos e por meio das saídas de som, fala as instruções que a pessoa com deficiência visual deve fazer.

Dentro do seu sistema, também podem ser gravados os mapas de ambientes que a pessoa frequenta, como shopping.

Assim, por meio do aplicativo da empresa a pessoa consiga instruir a Lysa a levar até onde ela quer.

A Lysa tem um valor por volta de 10.000 reais e com expectativas de ficar mais barato com a sua popularização

Porém, o valor é mais acessível de um cão guia tradicional custa em média 50 mil reais.