De acordo com as últimas pesquisas do Censo (IBGE), cerca de um quarto da população no Brasil, possui algum tipo de deficiência. 

O número beira os 45 milhões de pessoas, e assim como qualquer pessoa, essas pessoas também precisam ser incluídas no ambiente social por isso precisamos conversar sobre deficiência.

Existe uma lei federal que prevê a inclusão, assim como o tratamento de pessoas que possuem deficiência que deve ser igualitária, sendo dever da comunidade, da família, do Estado e da sociedade se assegurar da educação para essas pessoas, colocando-os a salvo de discriminação, negligência ou qualquer tipo de violência.

As pessoas com deficiência também têm direito a educação, e isso é assegurado através de um sistema educacional inclusivo em vários níveis ao longo de sua vida. 

De maneira a alcançar o desenvolvimento de seus talentos, com habilidades físicas e sensoriais, sociais e intelectuais. Vários interesses e necessidades são de aprendizagem. 

E a inclusão no ambiente escolar é um grande desafio para várias entidades.

 

Qual a responsabilidade da inclusão

Quando dizemos que precisamos conversar sobre deficiência com as crianças, é o ponto alto de vários debates sobre a responsabilidade da inclusão. 

Já que é nas escolas que esse processo começa, e a implementação de crianças com deficiência em escolas, possui uma série de políticas públicas que devem ser consideradas.

Uma escola que pratica a inclusão, cumpre com a lei, e mostra sua preocupação com a formação dos alunos. 

Dando a eles uma oportunidade de convívio e aprendizado sobre respeito, conscientização e diferenças.

 

O que as crianças ganham com a inclusão?

O número de crianças com deficiência aumentou nas escolas, por isso conversar sobre deficiência é tão importante. 

Houve crescimento também na implantação de salas de recursos para melhor atender essas pessoas que possuem necessidades especiais.

Todas as crianças ganham quando esse assunto passa a ter mais atenção e é levado para a prática da inclusão. 

Mas é válido ressaltar que o acolhimento de alunos com deficiência precisa de um preparo da equipe, assim como conversar sobre deficiência primeiro com as crianças.

Tanto professores, quanto coordenadores, precisam se desenvolver de alguma forma, para lidar com algumas condições, como limitação motora ou psíquica dos alunos que irão receber.

Dentro do atendimento educacional, muitas vezes é preciso oferecer apoio escolar, para que a inclusão aconteça de fato, e que esses alunos com limitações consigam acompanhar os colegas. 

Esse apoio é importante para auxiliar e garantir o andamento das atividades.

 

Qual a melhor forma de conversar sobre deficiência?

Quem mais ganha com a inclusão são as crianças, tanto as que necessitam ser incluídas, quanto as que interagem com esses alunos. 

Conversar sobre deficiência com as crianças e elas conviverem com isso, amplia as referências, e isso lhes dá uma nova versão do mundo. Conseguindo interagir com diversas pessoas, e assim conhecendo outras realidades.

O convívio é mais rico, além de ser com pessoas que possuem pensamentos diferentes, e algum tipo de limitação, é fundamental para a formação de qualquer pessoa. 

A integração e se sentir parte da comunidade é um tipo de certeza que muda a visão de todos, inclusive das crianças.

Quando existe ainda a aplicação de ferramentas e atividades que são feitas na linguagem das crianças, o processo é ainda melhor e mais assertivo. 

A tecnologia hoje está presente, e consegue aplicações mais desenvolvidas, especialmente para esse tipo de situação, se tornando uma grande aliada.

 

Atenção às palavras

É preciso saber a forma de conversar sobre deficiência quando se trata de crianças. As falas são entendidas como verdades pelos pequenos, e podem ser reproduzidas. Sendo assim, evite os famosos chavões, não tenha pré-conceitos e nem se atenha em respostas genéricas.

É importante na hora de se referindo a alguém com deficiência, não usar tons e nem palavras que demonstrem pena ou algum tipo de inferiorização, como “doentinho”, “ceguinha”, “coitada(o)”, etc.

É preciso desconstruir essa ideia de que pessoas com deficiências são vítimas, ou especial, é preciso se educar para a diversidade, e se antes de conversar sobre deficiência com as crianças, for preciso aprender, aprenda para conhecer o olhar das crianças sobre deficiência.

 

Incentivando o convívio

Apesar de pessoas com deficiência são muito rotuladas ainda e definidas pelas suas limitações, tais características não diminuem suas capacidades.

Várias relações podem estabelecer estereótipos, como cenário, que torna essas pessoas vulneráveis a preconceitos por isso, é tão importante, já educar desde cedo para o contrário.

Todas as crianças devem ter contato, brincar juntas, interagir e aprender a lidar com o todos de forma interessante e respeitosamente, indo além das fronteiras.

Portanto, sempre que tiver oportunidade e condição de socialização, ou convívio real, conversar sobre deficiência pode ser o primeiro passo, para aprender de forma adequada. Dessa forma a sociedade fica mais inclusiva e isso é benéfico para todas as pessoas.