O Brasil é o país que possui cerca de 45,6 milhões de pessoas com deficiência, o que equivale a 23,9% de toda a população. 

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mesmo esse público sendo tão grande, a carência no mercado para ele é enorme, quando se trata de carnaval inclusivo.

Contudo, quando o assunto é carnaval, já existem diversos projetos espalhados pelo país, que combinam a acessibilidade, para criar uma festa inclusiva, para diversos tipos de corpos, com desfiles e bloquinhos de rua, além de fantasias.

Dentro do carnaval inclusivo, existem os blocos, e em alguns lugares já estão acontecendo os eventos carnavalescos, principalmente na cidade de São Paulo e no Rio de Janeiro.

 

Em São Paulo

O projeto Meu Corpo é Real surgiu, para buscar a democratização de pessoas com deficiência, com intuito de vincular, ações e desenvolver produtos que tragam maior informação sobre esse universo de um público específico.

A iniciativa acabou entrando em uma das maiores festas do Brasil, e o carnaval inclusivo consegue trazer essa representatividade, fazendo com que essas pessoas façam parte desses lugares.

A oficina estimula isso entre os participantes, onde as pessoas vão até lá, colocam a mão na massa para confeccionar acessórios, para tomar o seu lugar nas ruas e nos bloquinhos. Afinal de contas é uma festa para todos.

 

No Rio de Janeiro

Na cidade do Rio, os vários bloquinhos que formam o carnaval inclusivo são o Eficiente, que é voltado a quem possui necessidades especiais. 

O bloco Empurra Que Eu Ando, que também é formado por pessoas com e sem deficiência, são os cadeirantes, pessoas que usam muletas, e simpatizantes com a causa. 

Esse grupo foi formado por fisioterapeutas, médicos e pacientes que estão em reabilitação. É um dos blocos mais, famílias, contando com muitas crianças e idosos.

 

Adereços e fantasias

Na grande maioria dos casos, existem oficinas que ajudam as pessoas a confeccionar os próprios acessórios e fantasias para cair na folia. A ideia é transformar a experiência de consumo, em ações mais inclusivas.

A ocupação do espaço na rua, e a militância passa também pela folia, mesmo que de forma leve e divertida. Por isso, se todo mundo vai fantasiado para as ruas, qualquer pessoa também pode ir. 

Ainda é possível tirar vantagem de algum produto como um andador, ou a cadeira de rodas, e usar como parte dos acessórios dos personagens na hora de usar a criatividade.

É comum ver pessoas com deficiência serem usadas como personagens inspiradores por marcas, para mostrar sua história de superação. 

Mas é difícil representar com um caso, uma grande diversidade de padrões anatômicos, físicos e psíquicos.

Dentro do carnaval inclusivo é possível falar sobre a inclusão e acessibilidade, inclusive mostrando que o amor é livre, independente do corpo. 

A visibilidade é importante e os foliões precisam se unir, para entender que todas as pessoas podem dançar, curtir, paquerar, beijar na boca assim como qualquer um. A cadeia de rodas não deve ser um impedimento.

 

Respeito

O motivo principal do carnaval inclusivo é criar o movimento de integração com toda a comunidade, com a festa e a motivação do carnaval. 

Tanto os blocos, quanto os foliões, podem contribuir para transformar qualquer tipo de preconceito em respeito, e desejo pela integração.

Os blocos ainda defendem a liberdade, para que as pessoas possam se expressar e se assumirem de acordo com seu gênero, sexualidade, etc. 

Os participantes saem para as ruas e chamam atenção com cores, brilho e muita música.

Além disso, a visibilidade e a integração das pessoas com deficiência podem ser feitas de uma forma descontraída e divertida, com muito respeito, para promover a autoestima dessas pessoas.

 

Dicas para aproveitar o carnaval

Roupas frestas, já que essa é uma época do ano bem quente, é a primeira dica, além disso, para se enfeitar, abuse das cores. 

No carnaval pode tudo. Os cílios postiços são ótimas opções já que não atrapalham em nada e também não prejudica pelas temperaturas.

Muito glitter e um bom batom para chamar atenção, também são opções bacanas para testar. Invista em acessórios para fazer o carnaval inclusivo ainda mais colorido e alegre.

E abuso dos acessórios. Se na sua região ou na sua cidade não possui iniciativas, ou projetos para fazer a confecção dos acessórios, reúna-se com amigos e outras famílias e elaborem uma oficina para criar as próprias fantasias.